Capítulo #10 - Entre a Fúria e a Poesia: o lado selvagem da liberdade
Às vezes, parece que eu nasci entre um trovão e uma canção triste. Sou feita de extremos. De paixões que explodem e silêncios que afogam. De raiva quente e delicadezas que escorrem pelos olhos.
Tem dias que eu sou só grito. Outros, eu sou só silêncio. Mas quase sempre, sou os dois ao mesmo tempo. Carrego em mim essa contradição indomável: um coração que pulsa como tambor de guerra e olhos que ainda se emocionam com o céu cor-de-rosa das seis da tarde.
Não dá pra separar. Minha liberdade mora nesse lugar onde a fúria encontra a poesia. Onde o rasgo vira verso. Onde a ferida vira flor.
Eu já tentei ser só leveza. Já tentei ser só força. Mas me descobrir inteira foi entender que eu sou o caos que cria, a raiva que constrói, a ternura que rasga.
A rebeldia verdadeira não é só barulho. É também sensibilidade demais. Porque sentir tudo — com raiva, com beleza, com verdade — é o que nos torna vivos.
Liberdade, pra mim, é poder ser bruta e suave. É dançar com os próprios demônios sem perder a fé no amanhã.
Entre a fúria e a poesia,eu encontrei minha estrada.
Irregular, barulhenta, linda.
E sigo nela — selvagem, sincera e livre.

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